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Oposição protocola pedido de impeachment contra Bolsonaro por "ameaça à democracia"


 

Diante da tentativa de o presidente Jair Bolsonaro usar politicamente as Forças Armadas, a pressão pelo impeachment do chefe do Executivo ganhou mais um elemento. Líderes da oposição da Câmara e do Congresso protocolaram, nesta quarta-feira (31), mais um pedido de afastamento de Bolsonaro por crime de responsabilidade por “ameaça à democracia”.

A renúncia dos três comandantes das Forças Armadas na quarta-feira (29) gerou um sinal de alerta no mundo político. Os chefes do Exército, Edson Pujol, da Marinha, Ilques Barbosa, e da Aeronáutica, Antônio Carlos Moretti Bermudez, entregaram os cargos após a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, pelo presidente Jair Bolsonaro.

“A troca de comando do Ministério da Defesa, anunciada na segunda-feira confirmou as preocupações da sociedade brasileira acerca de uma nova investida do presidente Jair Bolsonaro com o objetivo de usar as Forças Armadas politicamente e de atentar contra as instituições republicanas e democráticas. Entre as razões que explicam a saída do Ministro, destaca-se a exigência de Jair Bolsonaro a um maior apoio dos comandantes das Forças Armadas às suas medidas mais radicais, como usar o Exército para combater o lockdown nos Estados, por exemplo.”, explica o documento.

O pedido exalta, ainda, que o Presidente da República exigia do Ministro da Defesa a exoneração do Comandante do Exército, já que este, entre outras atitudes de falta de apoio ao seu autoritarismo, afirmou que os militares não querem "fazer parte da política, muito menos deixar a política entrar nos quartéis" e se recusou a comentar julgamentos do STF, ou seja, Bolsonaro atenta principalmente contra o livre exercício dos Poderes e do Judiciário.

O pedido de impeachment é assinado pelos senadores Randolfe Rodrigues (REDE/AP), Jean Paul Prates (PT/RN) e os deputados Alessandro Molon (PSB/RJ), Marcelo Freixo (PSol/RJ) e Arlindo Chinaglia (PT-SP).

Segundo Freixo, o impeachment é uma "necessidade" diante das "tentativas de golpe" do presidente Bolsonaro.

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